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Burkina Faso lança a maior usina de energia solar da região do Sahel

A maior usina de energia solar da África Ocidental entrou em operação na quarta-feira, enquanto Burkina Faso, um dos países mais pobres do mundo, inaugura um novo esquema para impulsionar as energias renováveis ​​e reduzir a dependência energética de seus vizinhos.

Jornal Folha de Goiás: 28 novembro 2017 – 18:56

A maior usina de energia solar da África Ocidental entrou em operação na quarta-feira, enquanto Burkina Faso, um dos países mais pobres do mundo, inaugura um novo esquema para impulsionar as energias renováveis ​​e reduzir a dependência energética de seus vizinhos.

A fábrica de 55 hectares (135 acres) em Zagtouli, nos arredores da capital, Ouagadougou, poderá produzir 33 megawatts – o suficiente para alimentar dezenas de milhares de casas.

Presidir a cerimônia de abertura será o presidente burkinabe Roch Marc Christian Kabore e seu homólogo francês visitante, Emmanuel Macron, cujo país financiou parcialmente a construção da instalação.

“Durante as últimas seis semanas, a planta esteve em fase de teste com produção de 14 MW e alcançará um pico de 33 MW em dezembro, permitindo o suficiente sol permitir”, disse o gerente de construção do site, Stephane Nosserau.

“Esta é a maior planta da África Ocidental em termos de capacidade instalada”, acrescentou o supervisor da construção Saidou Nana.

Os 129.600 painéis solares de 260 watts da planta são capazes de bombear anualmente 56 gigawatts – equivalente a cinco por cento da produção atual – na rede da empresa nacional de energia Sonabel, disse ele.

“Nós importamos energia da Costa do Marfim e houve dificuldades em obter suprimentos às vezes”, disse Nana.

“É por isso que decidimos com os apoiadores financeiros para fornecer à Sonabel uma fonte de energia de painéis fotovoltaicos para responder às necessidades do público, que estão crescendo em um aumento anual de 13%”, explicou.

O poder adicional ajudará a reduzir a falta de energia, disse a Nana, o que dificulta grandemente a economia.

Burkina Faso produz apenas cerca de 60% da eletricidade que consome – e apenas 20% da população em geral está conectada à rede. Muitas pessoas usam garrafas de madeira ou de gás butano.

– Boon solar –

O custo de 47,5 milhões de euros da planta (US $ 56,7 milhões) foi financiado com 25 milhões de doações da União Européia e um empréstimo de 22,5 milhões da agência de desenvolvimento da França.

A Cegelec, parte da empresa francesa Vinci Energies, construiu a instalação, projetada para ser um esquema piloto.

“Com os termos de financiamento que temos, o preço por quilowatt-hora é consideravelmente mais barato do que para a produção térmica, o que nos permitirá reduzir os custos operacionais dentro da Sonabel”, disse Nana.

A energia produzida pela fábrica de Zagtouli custará cerca de 45 francos CFA (sete centavos de euro, 8,4 centavos de dólar) por quilowatt-hora.

Cerca de um terço dos 145 francos CFA por quilowatt-hora custa produzir eletricidade em fábricas de combustíveis fósseis, de acordo com o gerente de operações da Sonabel, Daniel Serme.

A capacidade de Zagouli é prejudicada por alguns dos gigantes emergentes no setor de rápido crescimento da energia solar.

A maior planta solar do mundo é uma instalação de 648 MW em Kamuthi, no estado indiano de Tamil Nadu. Uma planta solar de 40 MW em um lago sobre uma mina de carvão em colapso em Huainan, na China, é o maior gerador de energia solar flutuante globalmente.

Apesar dessas comparações, Burkina Faso tem grandes ambições.

Localizado no cinturão do Sahel na margem do Sahara, o país tem sol abundante.

Espera satisfazer 30 por cento das suas necessidades de eletricidade a partir de painéis solares fotovoltaicos até 2030, e – talvez um dia – tornar-se auto-suficiente na produção de eletricidade.

Gana, bem como Costa do Marfim, exportam eletricidade para o país sem litoral para atender às suas necessidades.

Uma extensão de 17 MW já está sendo planejada no site Zagtouli para levar a capacidade de produção global para 50 MW.

Outros esquemas no pipeline incluem duas usinas solares, uma mais para o oeste em Koudougou (de 20 MW) e uma versão de 10 MW em Kaya, a nordeste da capital, disse Nana.

 

Tags: Economia, Manchetes

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