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A crise da representatividade frente às eleições 2018

Com o Advento as investigações da operação Lava-jato, as bases políticas brasileiras ficaram todas fragilizadas, com a colaboração premiada, todos os centros de poder foram citado em sistema de corrupção, atingindo os principais grupos políticos do país.

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Chegamos em 2018 com várias dúvidas acerca das eleições no âmbito político, principalmente quando se trata do cenário  presidencial, onde vivenciamos nos últimos anos uma alternância de poder e a imagem dos grandes nomes do Planalto serem manchadas.

Com o Advento as investigações da operação Lava-jato, as bases políticas brasileiras ficaram todas fragilizadas, com a colaboração premiada, todos os centros de poder foram citado em sistema de corrupção, atingindo os principais grupos políticos do país.

O processo de fragilidade do poder executivo no Brasil se instaura com o impeachment da então presidente “Dilma Rousseff”, com a posse do seu vice “Michel Teme”, os escândalos não terminaram, grande parte de seu ministério tem algum envolvimento nos escândalos de corrupção na Petrobras ou em contratos da Odebrecht. A fragilidade do executivo não para por ai, com a delação premiada do dono da JBS, desarticula o presidente da República, seu ministério e o seu principal aliado no governo, o PSDB.

Vislumbramos em 2014 um resultado presidencial acirrado, o candidato de oposição saiu fortalecido, Aécio Neves visto por grande parte dos brasileiros como o novo presidente da República, acabou sendo envolvido em um suposto esquema de propina por parte do chefe da JBS. Uma bomba nos planos do PSDB para 2018.

Com o PSDB, PT e PMDB que agora MBD, desarticulados pelos escândalos de corrupção, presenciamos uma crise já vigente algum tempo na sociedade contemporânea, a crise da representatividade. Os EUA, Canadá e França passou por uma transformação no âmbito executivo em suas ultimas eleições, fruto desta crise no centro de poder, os EUA em sua disputa tinha um candidato que era figura carimbada nas eleições norte-americanas contra um candidato de direita radical, com o compromisso de resgatar o nacionalismo, uma marcar na nação estadunidense perdido no governo Obama, já na França acarretava um cenário parecido com o brasileiro, uma direita e esquerda fragilizada, governos frutos de grandes revoltas populares, os índices de rejeição presidencial na França era enorme, os franceses colocaram no poder um candidato fora no cenário politico “ Emmanuel Macro”  do movimento El macha, movimento este criado para desvincular a ideia de partido político.

Os grupos políticos em 2018 se encontram pulverizados, não presenciamos uma união como acontecia nos últimos anos, fruto desta crise representativa discutida, e a tentativa de resplandecer para os eleitores a não união com a aqueles manchados por corrupção. As pesquisas de intenção de voto publicadas até o presente momento, não presenciamos nomes novos, apelas descendentes do âmbito legislativo e a velha-guarda que já disputou a cadeira do planalto, para os especialistas, podemos ainda presenciar o surgimento de algum nove na corrida presidencial, fora do âmbito politico,

Com a condenação do ex-presidente Lula pelo Tribunal Regional Federal da 4ª região em Porto Alegre, a condição do petista pela busca do planalto fica cada vez distante. Apesar de haver recurso especial e extraordinário, a Lei da Ficha Limpa filtra a candidatura do esquerdista. Com Lula praticamente fora do pareô a corrida presidencial fica mais densa, temos três polos ideológicos instáveis, à esquerda discernida proclama seus nomes, descartando apoio ao partido dos trabalhadores, partidos como PC do B, PSOL e PDT, já tem seus pré-candidatos á presidência da Republica, a direita totalmente desarticulada, porém com um nome ilibado no fronte, Geraldo Alkmin (PSDB), governador do estado de São Paulo, que  pode herdar o espolio lulista, e se beneficiar da ausência petista, porém tem que fazer sua caminhada no campos das classes menores, onde seu partido obtém grande rejeição. Bolsonaro talvez seja o grande prejudicado  com a saída de Lula, uma opção de voto dos anti-petistas, o candidato da direita radical pode ver seu eleitorado migrar para outros campos não tão radicais, como o seu. O centro pode representar a linha governista, Rodrigo Maia (DEM), presidente da câmara dos deputados federais grande apoiador do governo Temer, e Henrique Meireles (PSD), ministro da fazenda do atual governo. Dois grandes nomes, porém com pouquíssimo apoio popular, mas com grande clamor do mercado financeiro, principalmente por parte de Meireles, que liderou a política das reformas e está colocando a economia brasileira no eixo, além de ter uma enorme bagagem bem sucedida no campo econômico, porém o centro pode contrair grande rejeição social, principalmente por fazem parte do governo Temer, que tem grande impopularidade.   As eleições de 2018, pode representar uma luz no fim do túnel para aqueles que querem vislumbrar um país justo, honesto e sem corrupção, podemos considerar a grande eleição depois de 1989, primeira eleição pós-ditadura militar, 2018 primeira eleição presidencial pós-desdobramentos da lava-jato, operação que fez o poder executivo e legislativo ter grande crise de representatividade.

 

Referencias

COSTA, Homero. DEBILIDADE DO SISTEMA PARTIDÁRIO E CRISE DE REPRESENTAÇÃO POLÍTICA NO BRASIL. Revista de estudos e pesquisas UEL. Vol.1, Pag. 1-16,2016.

El PAÍS. O sistema político em crise de legitimidade enfrenta agora o ‘vácuo Lula’. Disponível em: < https://brasil.elpais.com/brasil/2018/01/29/politica/1517255243_938991.html>. Acesso em 30 de janeiro de 2018.

 

 

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Valdivino Neto é Acadêmico de direito da faculdade Montes Belos

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