Economia em Goiás – Trajetória de recuperação econômica se consolida no Brasil, afirma Secretaria de Politica Econômica

Expectativa para o crescimento do PIB mantém a previsão de -4.41% em 2020 e crescimento de 3.5% em 2021 de acordo com análise

A Secretaria de Política Econômica do Ministério da Economia (SPE/ME) apresentou nesta segunda-feira (21/12) a análise Conjuntura Macroeconômica e Arrecadação Bruta de Tributos Federais, em coletiva conjunta com a Receita Federal transmitida via internet. Conforme observação dos indicadores pela ótica da oferta, a indústria registrou alta de 14,8% e o setor de serviços – que foi mais afetado pela pandemia – avançou 6,3%. Já o setor agropecuário sofreu um pequeno recuou 0,5%.

O subsecretário de Política Fiscal da SPE, Erik Figueiredo, explicou durante a coletiva, que os dados vem demostrando mês a mês a consolidação da recuperação econômica no Brasil a partir de julho deste ano. “Desde a retomada do formato de apresentação conjunta com a Receita Federal, quando estávamos saindo do vale da crise,  que a SPE vem destacando indícios de recuperação da atividade econômica. Houve muita contestação nas nossas projeções, porém, nossas apresentações, mês a mês, vêm destacando a solidez desse movimento de evolução da economia ”, ponderou o subsecretário.

O subsecretário lembrou ainda que o cenário mais pessimista que vinha sendo adotado pelos agentes internacionais era de uma queda do PIB nacional em 9% no início da pandemia, enquanto a SPE, desde o início já notava uma queda muito inferior, de 4,7%. Porém, aos poucos, o padrão do mercado foi convergindo para os indicadores apresentados pela SPE. Essa solidez e confiança é refletida na mediana das expectativas do boletim Focus para o crescimento do PIB, que indicaram contração de -4.41% em 2020 e crescimento de 3.5% em 2021. Os valores na semana anterior eram, respectivamente, -4.4% e 3.5%.

Conforme divulgado na sexta-feira (18/12) pelo IBGE, o volume de serviços avançou 1,7% ante setembro, essa alta, a quinta consecutiva, surpreendeu positivamente, diante do esperado pelo mercado (+1,2%).  Em relação às aberturas, apenas a categoria “outros serviços” apresentou queda na margem. O destaque positivo ficou por conta de “serviços prestados às famílias”, que refletiram a maior flexibilização das medidas de distanciamento social no período e a consequente retomada da demanda por serviços de restaurantes e alojamento, dentre outros.

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