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Estado de Goiás: Juiz calcula custo de R$ 1 milhão na realização de júris do serial killer de Goiânia

Estado de Goiás: Juiz calcula custo de R$ 1 milhão na realização de júris do serial killer de Goiânia
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Estado de Goiás: Juiz calcula custo de R$ 1 milhão na realização de júris do serial killer de Goiânia. “Por minha experiência, ele é o prisioneiro que mais custou caro ao Estado de Goiás e com a maior pena individual do país”, disse ele

Jornal Folha de Goiás: 12/09/2017 – 15:28

O juiz Jesseir Coelho de Alcântara estima que todo o processo de julgamento dos crimes cometidos pelo serial killer de Goiânia Thiago Henrique Gomes da Rocha, 29, custará em média R $ 1 milhão. Segundo o magistrado, o réu já passou 30 júris populares e cada um teve um custo de aproximadamente R $ 30 mil. Quatro casos – incluindo três homicídios e uma tentativa – ainda aguardam recurso para serem julgados.

“Por minha experiência, ele é o prisioneiro que mais custou caro ao Estado de Goiás e com a maior pena individual do país”, disse ele.

Entre os custos por sessão, o juiz enumera as despesas com alimentos, todo aparato de armamento e aparelhos de segurança para levar o réu do Centro de Custódia, onde está preso, até o Tribunal de Justiça, investigações e até mesmo os salários dos profissionais envolvidos no julgamento.

“Não há como reduzir esses custos, não há como fazer um esforço conjunto, por exemplo, e julgar tudo de uma só vez.

Tiago ainda deve ser julgado pela morte de mais quatro pessoas:

– Wanessa Oliveira Felipe, morreu em 23 de abril de 2014, dentro de uma farmácia, no Bairro Goiá, em Goiânia.

– Bruna Gleycielle de Sousa Gonçalves, assassinada em 8 de maio de 2014, em uma parada de ônibus no setor Jardim América, em Goiânia.

– Diego Martins Mendes, morto em 9 de março de 2011, em um terreno vago no Setor Negra de Lima, em Goiânia.

– Euripa dos Reis Soares, que foi filmada em 19 de julho de 2014, perto do Córrego Cascavel, no Setor Aeroviário, em Goiânia. Apesar da lesão, conseguiu sobreviver.

Juntos, as sentenças do vigilante somam 656 anos de prisão, com 640 referem-se a homicídios. O restante é equivalente a outros crimes cometidos: assalto, posse ilegal de armas e adulteração de placas.

Apesar disso, de acordo com a legislação brasileira, ele só pode ser mantido por 30 anos. Alcântara criticou a situação. “Esta é uma incongruência. Se considerarmos isso, será um ano de punição para cada uma das vítimas, e é por isso que eu defendo a reforma no sistema judicial”, diz ele.

Tiago já foi condenado por 28 homicídios e absolvido por outros dois. Ele foi preso desde outubro de 2014 em Aparecida de Goiânia – Goiás.

O último júri popular de Tiago foi realizado em maio de 2017. Na época, ele levou 25 anos pela morte da garota de programa Taís Pereira de Almeida, de 20 anos, em Aparecida de Goiânia.

Na prisão, ele escreveu um livro sobre os crimes já cometidos e sua conversão espiritual. Com o título “Tiago Rocha: um pouco da história por trás de um serial killer”, a obra foi escrita na prisão, onde ele está preso desde 2014 e deve estar pronto em junho. O material, que já foi reunido e enviado para uma gráfica, deixou as famílias das vítimas revoltas.

Para realizar o trabalho, o vigilante recebeu o apoio do padre Luiz Augusto Ferreira da Silva, apontado como servidor fantasma da Assembléia Legislativa de Goiás (Alego).

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Reprodução

 

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