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Folha de Goiás – Após adiamento do Enem, Câmara não vota PL sobre o tema; data da prova não foi definida

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O Inep, instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, confirmou o adiamento do Enem 2020 em razão do impacto da pandemia do novo coronavírus no calendário escolar deste ano. As provas, previstas para novembro, devem ocorrer, agora, entre dezembro e janeiro próximos.

O instituto, ligado ao Ministério da Educação, responsável pela aplicação do Exame, informou ainda que as novas datas serão definidas a partir de uma enquete entre os alunos já inscritos no processo seletivo.

A polêmica pelo adiamento do Enem ganhou força nas redes sociais nas últimas semanas, com a hastag #adiaENEM. Movimentos estudantis, entidades ligadas à educação e comunidades acadêmicas pediram mudança na data de realização das provas.

A pressão também veio pelo Legislativo. Na terça-feira, o Senado aprovou, por 79 votos a 1, o adiamento das provas. O texto estava a pauta de votação dessa quarta quarta-feira na Câmara dos Deputados, mas foi retirado depois que o presidente Jair Bolsonaro publicou nas redes sociais que o exame estava cancelado.

O Presidente da Câmara, Rodrigo Maia, foi quem anunciou a retirada do Enem da pauta, mas justificou que a matéria pode voltar ao plenário da Casa.

Nas redes sociais, Bolsonaro afirmou que foi uma decisão conjunta com Maia, para que os alunos não sejam prejudicados.

Ainda assim, a deputada Alice Portugal, do PcdoB da Bahia, autora da proposta, cobrou a aprovação do projeto.

Pelo Twitter, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, afirmou que, após conversa com líderes partidários do Centrão, sugeriu que o exame fosse adiado, e disse que agora quer ouvir os estudantes.

Também pelo Twitter, a Ubes, União Brasileira dos Estudantes Secundaristas, comemorou a decisão e defendeu que o adiamento deve ser pelo tempo que for necessário.

Apoiadores de uma nova data para as provas do Enem argumentam que a suspensão das aulas deixou milhares de alunos sem acesso à internet para acompanhar as videoaulas, o que prejudica o rendimento e deixa os estudantes em situação de desvantagem em relação àqueles com acesso à educação a distância.

Já os favoráveis à manutenção da seleção em novembro alegam que a decisão pelo adiamento é prematura, porque o cenário da pandemia para os próximos meses ainda é desconhecido. Outro argumento é que a parcela de estudantes sem acesso à internet hoje é muito pequena, 25%. Também temem que o ingresso em universidades públicas possa ser afetado pela mudança no calendário.

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