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Governo de Goiás pode terceirizar administração dos presídios

Após três rebeliões em menos de uma semana, o diretor Geral de Administração Penitenciária, o coronel Edson Costa, declarou , nesta quarta-feira (10), que o governo pode terceirizar por meio de Organizações Sociais (OSs) a gestão de alguns serviços das áreas como saúde, telefonia e administração, nos presídios de Goiás.

Jornal Folha de Goiás: 10 de janeiro de 2018 : 11:01

 

Após três rebeliões em menos de uma semana, o diretor Geral de Administração Penitenciária, o coronel Edson Costa, declarou , nesta quarta-feira (10), que o governo pode terceirizar por meio de Organizações Sociais (OSs) a gestão de alguns serviços das áreas como saúde, telefonia e administração, nos presídios de Goiás.

De acordo com o diretor, algumas medidas devem melhorar o cenário no sistema prisional. Entre elas está a transferência de presos perigosos para presídios federais, atendendo à determinação da Justiça Federal; a intensificação de vistorias por parte da Administração Penitenciária e os mutirões carcerários previstos pelo Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO).

De acordo com o coronel, na reunião realizada na terça-feira (9), com o ministro da Justiça, Torquato Lorena Jardim, o governador Marconi Perillo pediu mais recursos para resolver os problemas carcerários em Goiás.

Até a manhã desta quarta-feira, 71 presos continuavam foragidos do Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, devido as fugas que aconteceram durante as rebeliões da última semana. Após revistar presos foram encontradas seis armas de fogo.

A primeira rebelião ocorreu no dia 1º de janeiro na Colônia Agroindustrial do Regime Semiaberto, dentro do Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia. Na rebelião, nove detentos foram mortos, 14 ficaram feridos e mais de 200 fugiram.

A segunda ação ocorreu na mesma unidade prisional, a Polícia Militar controlou a situação e somente um preso conseguiu fugir. O terceito motim foi feito por presos da Penitenciária Coronel Odenir Guimarães (POG), também situada no Complexo.

Visita da ministra
A ministra Cármen Lúcia visitou Goiás na segunda-feira (8). No local, se encontrou com autoridades como o presidente do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás, Gilberto Marques Filho, e o governador Marconi Perillo (PSDB).

Estava prevista uma visita da ministra ao Complexo Prisional, onde ocorreram as três rebeliões. No entanto, a agenda foi cancelada por “questões de segurança”.

Durante o encontro, a ministra alertou para a gravidade da presença de facções criminosas e do tráfico de drogas nos presídios e pediu que as instituições tenham ações conjuntas e práticas para resolver a situação. Ela também determinou que na próxima sexta-feira (12), uma nova vistoria seja realizada nas unidades em que ocorreram as rebeliões.

A ministra já havia ordenado uma vistoria na Colônia Agroindustrial do Regime Semiaberto, onde ocorreram as duas primeiras rebeliões. De acordo com o relatório dos resultados da inspeção, diversas irregularidades foram apontadas no Complexo Prisional.

O CNJ já havia avaliado a Colônia e a Penitenciária Coronel Odenir Guimarães (POG) e havia concluído que a unidade além de estar em “péssimas” condições, abriga quase três vezes mais presos do que a capacidade para a qual foi projetado.

Tags: Goiás, Manchetes, Marconi Perillo, Sistema Prisional

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