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Jornais de Goiânia – EUA impõem sanções a autoridades do Sudão do Sul por perpetuar conflito

Os Estados Unidos impuseram sanções a duas autoridades sul-sudanesas acusadas de fomentar conflitos, anunciou o Departamento do Tesouro dos EUA nesta segunda-feira em sua última tentativa de pressionar os políticos do país a formar um governo de unidade.

O ministro de Assuntos de Gabinete, Martin Elia Lomuro, e o ministro de Defesa e Assuntos de Veteranos, Kuol Manyang Juuk, foram incluídos na lista negra por seu papel na perpetuação do conflito, impedindo o processo de paz, afirmou o Tesouro em comunicado.

As sanções congelam quaisquer ativos dos EUA mantidos pelas autoridades e proíbem os americanos de fazer negócios com eles.

A guerra civil estourou no Sudão do Sul, produtor de petróleo, em 2013, menos de dois anos depois que o país conquistou a independência do Sudão após décadas de guerra. O conflito matou cerca de 400.000 pessoas, provocou uma fome e criou a maior crise de refugiados da África desde o genocídio de 1994 em Ruanda.

As sanções mais recentes vêm quando Washington está reavaliando seu relacionamento com a nação africana depois que o presidente do Sudão do Sul, Salva Kiir, e o líder da oposição Riek Machar concordaram em novembro formar um governo de unidade.

“Estamos designando duas autoridades de alto escalão do governo do Sudão do Sul por seu papel na inibição da unificação política, expansão do conflito e lucro da economia de guerra do Sudão do Sul”, afirmou o vice-secretário do Tesouro Justin Muzinich em declarações preparadas para um discurso a organizações governamentais (ONGs) e instituições financeiras na segunda-feira.

Muzinich anunciou a ação na Parceria para Combater o Abuso e a Corrupção dos Direitos Humanos, onde afirmou que as ONGs forneceram descobertas documentadas que ajudaram a apoiar as designações de segunda-feira.

O Tesouro acusou Lomuro de recrutar e organizar milícias locais para atacar as forças da oposição no Sudão do Sul e Juuk de não remover as forças do campo de batalha, conforme acordado, provocando violência com tribos rivais e preparando milícias para a possibilidade de nova violência.

Após a devastadora guerra civil de cinco anos, Kiir e Machar assinaram um acordo de paz em setembro de 2018 para formar o governo de unidade até 12 de novembro, sob pressão das Nações Unidas, dos Estados Unidos e dos governos regionais.

Dias antes do prazo, os dois líderes concordaram em conceder uma extensão de 100 dias.

Depois de 30 dias da extensão, os Estados Unidos ainda não viram o governo tomar as medidas necessárias para “criar as condições políticas e de segurança propícias à formação de um governo de unidade e à implementação adequada do acordo de paz”, afirmou o Tesouro no comunicado.

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# Joana Silva

Joana é colunista.

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