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Jornais de Goiás – Ibovespa recua com setor financeiro entre maiores pressões; alta do dólar repercute

O tom negativo prevalecia na bolsa paulista nesta terça-feira, com ações de bancos entre as maiores pressões de baixa do Ibovespa, em sessão também contaminada pela forte valorização do dólar em relação ao real e com viés misto na cena externa.

Às 11:41, o Ibovespa caía 1,4%, a 106.903,42 pontos. O volume financeiro somava 4,05 bilhões de reais.

No mercado de câmbio, o dólar bateu nova máxima nominal recorde acima de 4,27 reais, com os investidores repercutindo declarações do ministro da Economia, Paulo Guedes, entre elas de que o câmbio de equilíbrio “tende a ir para um lugar mais alto”.

“O mercado já vem operando com real mais desvalorizado e a fala de (Guedes de) ontem é mais uma razão para isso acontecer”, destacou a corretora Tullet Prebon, em nota a clientes.

Para o gestor Ricardo Campos, sócio-fundador da Reach Capital, a ausência de potenciais notícias benignas pela frente corrobora também ajustes na bolsa paulista, com o desempenho do Ibovespa no acumulado do ano mostrando alta de mais de 20%.

“Na dúvida, melhor garantir do que correr o risco de estar exposto e sair algo negativo”, disse.

Além disso, ele cita que o cenário social mais tenso em diversos países na América Latina, em meio a um quadro ainda positivo de bolsas nos Estados Unidos, mantém afastado um potencial fluxo de capital externo para o pregão brasileiro.

Em Wall Street, após renovar máxima histórica na véspera, o S&P 500 oscilava ao redor da estabilidade nos primeiros negócios, com investidores ainda atentos ao noticiário sobre comércio China-EUA.

DESTAQUES

– ITAÚ UNIBANCO PN caía 1,6% e BRADESCO PN recuava 1,3%, com nova sessão negativa para o setor financeiro, também afetado pelos receios sobre eventual tributação sobre dividendos. BTG PACTUAL UNIT, melhor performance entre bancos do Ibovespa, cedia 3%.

– AZUL PN e GOL PN recuavam 5,4% e 4,6%, respectivamente, maiores quedas do Ibovespa, refletindo o efeito da valorização do dólar ante o real, que impacta os custos de companhias aéreas.

– PETROBRAS PN perdia 1,35%, apesar dos ganhos dos preços do petróleo no exterior, conforme agentes financeiros continuam atentos à mobilização de funcionários da petrolífera de controle estatal.. A Petrobras também encerrou negociações para vender unidades de fertilizantes.

– JBS ON valorizava-se 1,8%, favorecida pela valorização do dólar, além de perspectivas favoráveis relacionadas ao mercado chinês. BRF subia 0,94%, com analistas do Bradesco BBI reiterando ‘outperform’, embora tenha cortado preço-alvo.

– VALE ON tinha variação negativa de 0,16%, em sessão de queda do preço do minério de ferro na China, enquanto CSN ON avançava 1,9% apesar de notícias de abalo sísmico na região de Congonhas (MG) na noite da véspera que assustou moradores próximos de barragem de rejeitos de minério de ferro da empresa. GERDAU PN tinha elevação de 0,8%. USIMINAS PNA tinha acréscimo de 0,5%.

– KLABIN UNIT e SUZANO ON avançavam 1% e 0,4%, respectivamente, também reagindo ao movimento da taxa de câmbio, em razão do efeito positivo na receita das fabricantes de papel e celulose.

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