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Jornal de Goiás – G20 é de acordo com extensão do congelamento da dívida para as nações pobres

As principais economias do G20 concordarão em estender um congelamento do serviço da dívida por COVID 19 para os países pobres por pelo menos seis meses após o final de 2020 e adotar uma abordagem comum para ações de dívida de longo prazo.

No documento, os ministros das finanças e banqueiros centrais dos países do Grupo dos 20 informaram que realizariam uma revisão em abril sobre a necessidade de uma nova prorrogação de seis meses.

Eles concordaram no projeto, que foi preparado para uma reunião virtual dos ministros das finanças do G20 e governadores dos bancos centrais nesta quarta-feira (14/10), em adotar uma abordagem coordenada e adotar uma “estrutura comum” para ações da dívida a serem tomadas além da Iniciativa de Suspensão do Serviço da Dívida do grupo ( DSSI) que foi aprovado em abril.

A pandemia COVID-19 atingiu os países em desenvolvimento e as economias de mercado emergentes de forma particularmente dura, exacerbando os já elevados níveis de dívida e levando um número crescente de países à beira de uma crise financeira maior .

O documento dizia que a iniciativa DSSI, que oferecia a suspensão do pagamento da dívida bilateral oficial dos países mais pobres, facilitou gastos significativamente maiores para combater a pandemia e suas consequências econômicas.

A iniciativa viu mais de 40 dos 73 países elegíveis adiarem cerca de US $ 5 bilhões em pagamentos de dívidas, mas isso é muito menos do que os US $ 12 bilhões que teriam sido gerados se mais países tivessem participado.

Especialistas dizem que um grande problema tem sido a falta de participação do setor privado e o fracasso da China, membro do G20, de participar plenamente com todas as suas instituições estatais, incluindo o Banco de Desenvolvimento da China.

O documento abordou ambas as questões, exortando todos os credores bilaterais oficiais a “implementar esta iniciativa de forma plena e transparente”. Incentivou fortemente os credores privados a participarem quando solicitados.

O Presidente do Banco Mundial, David Malpass, disse a um painel nas reuniões anuais do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial que o Banco Mundial estava empenhado em fornecer espaço fiscal suficiente para países que enfrentam problemas de endividamento por meio de doações.

Ele informou que também é fundamental acelerar as reestruturações de dívidas que seriam necessárias, observando que o processo demorou cerca de sete anos no passado.

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# J. Soares

J. Soares é colunista convidado de São Paulo, especialista em economia, mercado, agronegócio, Brasil e mundo. E-mail: opiniao@folhadegoias.info.    Os artigos são de responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a opinião do veículo, sendo de responsabilidade exclusiva dos respectivos autores.

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