Jornal de Goiás – Índia pede que o Pasquistão entre na lista negra dos países que não cumprem com os padrões internacionais para acabar com o financiamento do terrorismo

A Índia pedirá ao órgão de controle global de lavagem de dinheiro e finanças do terrorismo que coloque o Paquistão em uma lista negra de países que não cumprem com os padrões internacionais para acabar com o crime financeiro, disse o ministro das Finanças, Arun Jaitley, nesta quinta-feira.

A Força-Tarefa de Ação Financeira (GAFI) já tem o Paquistão em sua “lista cinzenta” de países com controles inadequados para coibir a lavagem de dinheiro e o financiamento do terrorismo.

Mas a Índia quer o Paquistão na lista negra, o que provavelmente resultaria em sanções, disse o primeiro-ministro paquistanês, Imran Khan, no mês passado.

“Queremos que o Paquistão seja rebaixado na lista do FATF”, disse Jaitley a repórteres, acrescentando que a FATF, com sede em Paris, deve se reunir em meados de maio e a Índia fará o pedido.

O pedido foi feito um dia depois de a Índia ter obtido uma vitória diplomática com um comitê do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) na lista negra do fundador do grupo militante Jaish-e-Mohammed (JM), Masood Azhar.

Seu grupo reivindicou a responsabilidade por um atentado suicida em fevereiro que matou pelo menos 40 policiais paramilitares indianos na parte da região da Caxemira, controlada pela Índia, um ataque que levou os vizinhos armados à beira da guerra.

A China, aliada do Paquistão, havia repetidamente se oposto aos esforços das Nações Unidas por parte das potências ocidentais para sancionar diretamente Azhar, embora o grupo já estivesse na lista negra do Conselho de Segurança da ONU em 2001.

A liberdade de Azhar dentro do Paquistão tem sido um ponto sensível na relação entre os países ocidentais e o Paquistão, e levou a repetidas acusações da Índia de que Islamabad usa e abriga grupos militantes para promover sua agenda de política externa. O Paquistão nega essas acusações.

O Ministério das Relações Exteriores da Índia saudou a sanção de Azhar como “um passo na direção certa para demonstrar a determinação da comunidade internacional de lutar contra o terrorismo e seus facilitadores”.

“A questão central é que ele foi declarado um terrorista internacional”, disse Jaitley, referindo-se a Azhar.

“Ele e seu país agora enfrentam as conseqüências disso.”

Em fevereiro, o FATF, com sede em Paris, disse que o Paquistão “não demonstra uma compreensão adequada” dos riscos de financiamento do terrorismo representados por grupos militantes, incluindo o JeM.

A organização pode fazer recomendações a qualquer um dos países que assinaram uma carta de associação, bem como a outras nações, mas não tem poder para impor sanções.

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# Rafael Souza

Rafael Souza é colunista convidada de São Paulo, especialista em economia, mercado, agronegócio, Brasil e mundo. E-mail: opiniao@folhadegoias.info.    Os artigos são de responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a opinião do veículo, sendo de responsabilidade exclusiva dos respectivos autores.

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