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Jornal Folha de Goiás – Bolsonaro cresce dois pontos em pesquisa após atentado

(9 set) Apoiadores de Bolsonaro participam de manifestação na Avenida Paulista, em São Paulo

Jair Bolsonaro segue liderando as pesquisas para as eleições presidenciais de 7 de outubro, mas o ataque que o candidato sofreu na quinta-feira passada não foi suficiente para uma alta significativa em sua aprovação, segundo uma pesquisa do Datafolha publicada nesta segunda-feira.

O capitão da reserva do Exército de 63 anos tem agora 24% das intenções de voto, contra 22% na pesquisa precedente, realizada entre 21 e 22 de agosto. O crescimento está dentro da margem de erro, de dois pontos.

“Talvez tenha ocorrido frustração” entre os eleitores de Bolsonaro, avaliou o analista político Michael Mohallem, da Fundação Getúlio Vargas.

A mesma pesquisa Datafolha revela que o índice de rejeição a Bolsonaro subiu de 39% para 43%.

“A única razão que vejo para o aumento da rejeição [a Bolsonaro] é a superexposição [que causou o ataque]”, disse Mohallem.

Como muitos analistas, Mohallem acreditou que Bolsonaro seria beneficiado “pela simpatia que as pessoas sentem naturalmente com alguém que é vítima, que está vulnerável, no hospital, mas, aparentemente, isto não foi tão significativo”.

A mesma pesquisa revela que em um segundo turno Bolsonaro seria derrotado por todos os seus principais adversários, exceto por Fernando Haddad, com o qual aparece em empate técnico.

Ciro Gomes subiu de 10% para 13%, tirando Marina Silva da segunda posição, que caiu de 16% para 11%, revela a pesquisa, realizada com 2.804 pessoas.

Esta foi a primeira pesquisa Datafolha desde a impugnação da candidatura de Lula, que deve ser substituído por Haddad, que saltou de 4% para 9%.

Geraldo Alckmin registrou um leve crescimento, de 9% para 10%, após dez dias de campanha na TV, na qual dispõe quase da metade do tempo.

O número de pessoas dispostas a votar nulo ou em branco caiu de 22% para 15%, e o de indecisos subiu de 6% para 7%.

Questionado sobre sua expectativa a respeito do resultado da pesquisa, Flavio Bolsonaro – filho do candidato a presidente – respondeu: “Para mim, Datafolha e Ibope são institutos que deviam ser jogados no lixo. Fui vítima disso em 2016, quando fui candidato à prefeitura [do Rio]. O Datafolha me dava 7% no sábado, tive 14% no domingo. Ou por maldade ou por incompetência, eles nunca acertam. Sempre erram”.

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# AFP

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