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Jornal Folha de Goiás – Brasil atinge saldo de 686,8 mil empresas a mais no 1º quadrimestre do ano

Tempo médio de abertura de novos negócios no país foi de 3 dias e 21 horas no período, segundo Boletim do Mapa de Empresas

O Brasil atingiu saldo positivo de 686.849 mil empresas a mais em funcionamento nos primeiros quatro meses do ano. Esse número é a diferença entre todos os negócios abertos (1.038.030) e fechados (351.181) do período no país. É o que revela o Boletim do Mapa de Empresas do 1º quadrimestre de 2020.

Os dados consolidados estão disponíveis no Mapa de Empresas – ferramenta lançada pelo Governo Federal para facilitar as decisões de empreendedores, gestores públicos e privados, e ainda auxiliar nos estudos de pesquisadores e analistas sobre a atividade produtiva.

Qualquer cidadão, em qualquer localidade do país, tem acesso gratuito ao Mapa interativo e ao Boletim pelo portal gov.br [gov.br/mapadeempresas]. Por meio das ferramentas, desenvolvidas pela Secretaria Especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital do Ministério da Economia, em parceria com o Serpro, é possível verificar dados de abertura de empresas de cada região, estado ou município, por tipo de atividade e tempo de abertura, facilmente encontrados e comparados com períodos anteriores.

Acesse o Mapa interativo e o Boletim 


Balanço

O 1º quadrimestre terminou com 18.466.444 ativas no país. No final de abril, primeiro mês inteiro em que os reflexos da pandemia foram perceptíveis no Brasil, havia 169.593 empresas ativas a mais do que no final de março.

“Este 1º quadrimestre repercute os impactos da Covid19 em parte do mês de março e em todo o mês de abril. Ainda assim, a despeito desses 40 dias de efeito da pandemia, o saldo líquido de mais de 686 mil empresas criadas é o maior saldo da série histórica dos últimos 10 anos em 1º quadrimestre. Mostra que o período pré-pandemia marcava uma forte retomada na atividade empreendedora, notadamente nesses dois componentes, abertura de empresas e tempo médio gasto para esses procedimentos”, ressalta o secretário especial adjunto de Desburocratização, Gestão e Governo Digital, Gleisson Rubin.

O Boletim terá periodicidade quadrimestral, enquanto o Mapa interativo terá atualização mensal.

Processo de abertura de empresas no país

Dados do Boletim de Empresas

Os dados do Boletim demonstram o fechamento de menos empresas no 1º quadrimestre de 2020 do que no mesmo período de 2019. O recuo de 12% na extinção de negócios é especialmente importante no atual momento de enfrentamento à Covid19 e restrição do deslocamento de pessoas em diversas partes do país.

O fechamento de empresas no 1º quadrimestre de 2020 ficou em 351.181. Já no 1º quadrimestre de 2019, 399.148 haviam fechado.

O Norte é o principal destaque na abertura de empresas no país, com aumento de 10,4% em relação ao 1º quadrimestre de 2019. Já o Nordeste e o Sudeste, por sua vez, concentram os principais percentuais de recuo em fechamentos de empresas, com queda de 13,3% e de 13,2% na extinção de negócios.

 “Se por um lado os empreendedores em abril, provavelmente em razão da pandemia e dos impactos econômicos, tiveram uma desaceleração no início de novos negócios, por outro lado o número de empresas fechadas em abril de 2020 foi o menor no mês nos últimos quatro anos. O encerramento formal de empreendimentos é a última etapa no ciclo de vida de um empreendedor. Ele vai adotar uma série de medidas econômicas e também de combate aos impactos que está sofrendo no seu dia a dia até que tenha a capacidade de reaquecer esse negócio. Caso não seja viável, só assim, na última etapa, ele recorre ao fechamento formal de seu negócio, de seu sonho”, avalia o secretário de Governo Digital do Ministério da Economia, Luis Felipe Monteiro.

Atividades econômicas mais exploradas pelas empresas que abriram no 1º quadrimestre de 2020:

• Cabeleireiros, manicure e pedicure (55.984 empresas abertas, 825.026 empresas ativas no total);

• Comércio varejista de artigos do vestuário e acessório (51.064 empresas abertas, 1.101.983 empresas ativas no total);

• Promoção de vendas (43.275 empresas abertas, 364.780 empresas ativas no total);

• Obras de alvenaria (36.796 empresas abertas, 479.477 empresas ativas no total);

• Fornecimento de alimentos preparados preponderantemente para consumo domiciliar (32.012 empresas abertas, 273.227 empresas ativas no total);

• Restaurantes e similares (27.937 empresas abertas, 352.181 empresas ativas no total);

• Outras atividades auxiliares dos transportes terrestres não especificadas anteriormente (26.921 empresas abertas, 66.701 empresas ativas no total);

• Lanchonetes, casas de chá, de sucos e similares (24.511 empresas abertas, 473.952 empresas ativas no total);

• Preparação de documentos e serviços especializados de apoio administrativo não especificados anteriormente (23.151 empresas abertas, 190.614 empresas ativas no total);

• Serviços domésticos (20.192 empresas abertas, 149.167 empresas ativas no total).

 

Tempo de abertura de empresas

A Estratégia de Governo Digital 2020-2022 definiu como meta diminuir para 1 dia o tempo médio de abertura de empresas no Brasil. A desburocratização dos serviços públicos pelo governo federal visa essa redução para favorecer o ambiente de negócios.

O tempo médio para a abertura de uma empresa no país ao final do 1º quadrimestre de 2020 era de 3 dias e 21 horas, o que demonstra a tendência de melhora nacional. A média do país estava em 5 dias e 9 horas em janeiro de 2019.

O Distrito Federal era a unidade federativa com menor tempo de abertura de empresas ao final do 1º quadrimestre deste ano, com a média de 1 dia e 1 hora. A Bahia, no outro extremo, com média de 10 dias e 8 horas, tem o maior desafio.

“A implementação da Lei de Liberdade Econômica tem ajudado imensamente a diminuir a burocracia na hora de abrir uma empresa no país. Assim, melhoramos cada vez mais o ambiente de negócios do país, impactando em menor tempo de abertura”, diz André Santa Cruz, diretor do Departamento Nacional de Registro Empresarial e Integração (DREI). “Sabemos que ainda temos grandes desafios, mas nossos esforços seguem para que o empreendedor brasileiro tenha mais facilidade, rapidez e agilidade com os registros de seus negócios”, complementa.

*O tempo médio de abertura considera o cumprimento da etapa da viabilidade (em que o município e a Junta Comercial, respectivamente, confirmam a possibilidade de a empresa se estabelecer no endereço indicado e usar o nome empresarial escolhido) e da etapa do registro (em que a Junta Comercial arquiva os documentos de constituição da empresa e lhe fornece o número do CNPJ gerado pela Receita Federal).


Confira a entrevista  coletiva com a equipe da Secretaria Especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital sobre a nova ferramenta de análise de abertura de negócios em todo o país:  

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