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Jornal Folha de Goiás – Com menor pressão inflacionária, BC deve manter Selic em 6,5%, dizem analistas

Protesto na sede do Banco Central em 7 de junho de 2016 em São Paulo.

O Banco Central (BC) deve manter, nesta quarta-feira (1º), sua taxa básica de juros, a Selic, em 6,5%, em um contexto de redução das pressões inflacionárias provocadas pela greve dos caminhoneiros de maio e pela alta do dólar – estimam analistas.

Os preços “já sinalizam a reversão dos efeitos da paralisação e entram num ritmo semelhante ao observado anterior ao evento”, quando estavam abaixo das metas oficiais, devido à lentidão da atividade econômica, apontou a consultoria Infinity Assets.

Os indicadores mudaram de direção depois da greve, que durante 11 dias interrompeu o fornecimento de alimentos, insumos industriais e combustíveis no país.

A inflação de junho chegou a 1,26%, seu maior nível desde janeiro de 2016. No acumulado de 12 meses, elevou-se de 2,86% em maio para 4,39% em junho.

Apesar disso, manteve-se dentro da meta do BC de uma alta de preços de 4,5% neste ano, com margem de tolerância de 1,5 ponto para mais, ou para menos.

A previsão média do mercado é de uma inflação de 0,30% em junho e de 4,11% em 2018, de acordo com a última pesquisa Focus, realizada semanalmente pelo BC com bancos, gestores de investimentos e empresas.

– Eleições preocupam mercado –

Nas últimas semanas, o dólar se estabilizou em torno de R$ 3,70, após ter chegado perto dos R$ 4 diante dos temores relacionados às possibilidades de guerra comercial, alta dos juros nos Estados Unidos e vitória de um candidato com propostas econômicas contrárias aos interesses do mercado financeiro nas eleições presidenciais de outubro.

A agitação dos mercados “deu uma folga” diante de um cenário externo “sem alterações” e da força ganhada pela candidatura do ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB), após receber o apoio de diversos partidos do “Centrão”, aponta Alex Agostini, economista-chefe da Austin Rating.

Alckmin “demostrou preocupação com a manutenção da inflação” e quer “atacar a questão fiscal”, de acordo com Agostini. Ele tem “um discurso encaminhado com o que o mercado financeiro quer ouvir”, completou.

O BC interrompeu, em maio, um ciclo de 12 cortes da taxa Selic, alegando a extrema “volatilidade” dos mercados.

O setor financeiro espera que o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC mantenha a Selic em 6,5% nas próximas três reuniões marcadas para até o fim do ano (em 19 de setembro, 31 de outubro e 12 de dezembro) e que eleve a taxa a 8% em 2019.

A greve dos caminhoneiros também interrompeu qualquer aposta em crescimento econômico vigoroso para este ano.

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# AFP

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