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Jornal Folha de Goiás – Deputados pró-europeus falam de voto Brexit

A primeira-ministra britânica Theresa May deixa 10 Downing Street para o parlamento e outro dia de debate sobre seus planos para o Brexit

Os pró-europeus no partido conservador da Primeira Ministra britânica Theresa May alertaram na quarta-feira que ela deve cumprir as promessas de dar ao parlamento uma voz maior sobre o acordo final com o Brexit ou arriscar uma trégua que ela precisa para evitar uma derrota prejudicial.

Por fim, evitou perder uma importante votação na Câmara dos Deputados da Câmara dos Comuns, na terça-feira, oferecendo concessões de última hora aos parlamentares conservadores, que temem que o governo possa decidir por si mesmo deixar o bloco sem acordo.

Mas há uma disputa sobre o que exatamente ela prometeu, com eurocéticos alertando que não deve haver dúvida de permitir aos legisladores a oportunidade de desfazer o Brexit.

O escritório de May Downing Street disse que publicaria uma emenda de compromisso na quinta-feira, que será encaminhada à Câmara dos Lordes para debate na segunda-feira e depois para os parlamentares.

O proeminente parlamentar pró-europeu Dominic Grieve disse esperar que um acordo seja encontrado, mas advertiu que, se não, “este não é o fim da questão”.

May, que lidera um governo minoritário apoiado pelo pequeno Partido Unionista Democrático da Irlanda do Norte (DUP), admitiu na quarta-feira que “precisamos de apoio parlamentar” para implementar o Brexit.

Mas enquanto os ministros devem prestar contas aos legisladores, ela disse aos parlamentares que “a mão do governo nas negociações não pode ser amarrada pelo parlamento”.

Ela acrescentou: “Não posso tolerar que o parlamento seja capaz de derrubar a vontade do povo britânico”.

– Uma ‘verdadeira palavra’ no Brexit –

As negociações do Brexit estão progredindo dolorosamente lentamente, mas os dois lados ainda esperam chegar a um acordo em outubro antes da retirada da Grã-Bretanha da UE em março de 2019.

May prometeu dar ao parlamento britânico uma votação sobre o acordo final, mas a questão é o que acontece se os legisladores decidirem rejeitá-lo.

Na terça-feira, os deputados anularam uma emenda feita pelos Lordes que daria ao parlamento o poder de decidir se deixaria a UE sem um acordo, continuar negociando – ou permanecer no bloco.

Seguiu-se uma reunião de última hora com o primeiro-ministro e mais de uma dúzia de parlamentares conservadores que consideravam apoiar a moção.

Um tory pró-europeu, Nicky Morgan, disse à BBC que May “entendeu que o parlamento quer ter uma opinião real, em todas as circunstâncias, em relação ao que vai acontecer no acordo Brexit”.

Um plano de compromisso apresentado pelos rebeldes garantiria que, se não houvesse acordo Brexit até o final de novembro, os ministros devem buscar a aprovação do parlamento para o seu plano de prosseguir.

Os eurocéticos pediram ao governo que se mantivesse firme.

Os rebeldes “buscam mais uma votação parlamentar com a intenção de derrubar a decisão do povo britânico”, twittou o parlamentar conservador John Redwood.

May fez uma arte de unir as facções em seu partido dividido, mas ainda não se sabe se ela pode encontrar uma emenda que impeça uma rebelião de ambos os lados.

“Esperamos pelo apoio de todas as alas do partido quando apresentarmos a política do Brexit”, disse uma fonte do governo.

– Nacionalista escocês expulso –

Na quarta-feira, os deputados continuaram a discutir as emendas dos Lordes sobre o projecto de lei da UE (Retirada), com possíveis pontos de inflamação nas propostas para manter o Reino Unido estreitamente alinhado com a economia da UE depois do Brexit.

Em cenas caóticas antes de começarem, o membro do Partido Nacional Escocês (SNP) Ian Blackford foi expulso da Câmara dos Comuns depois de exigir um debate de emergência sobre o impacto do Brexit na devolução.

Os deputados do seu partido saíram com ele e ele avisou de uma “crise constitucional” com Londres.

O parlamento escocês se recusou a aprovar o projeto de lei Brexit, que diz que vai levar Londres a retomar os poderes – ainda que temporariamente – de Bruxelas depois do Brexit, que deve ir por direito a Edimburgo.

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