Jornal Folha de Goiás – Ministro da Economia reforça a jornais espanhóis que Brasil é a grande fronteira de investimentos do mundo

Paulo Guedes destacou que vacinação em massa está em curso e permitirá retorno seguro ao trabalho

Em entrevista virtual transmitida  pelos jornais espanhóis Expansión e El Mundo, o ministro da Economia, Paulo Guedes, reforçou que a consolidação fiscal, o avanço da agenda de reformas e a modernização dos marcos regulatórios já transformaram o Brasil, tornando o país a maior fronteira de investimentos do mundo em 2021. Na ocasião, citou que há inúmeras oportunidades de negócios para os agentes internacionais, em setores como navegação de cabotagem, ferrovias, saneamento, gás natural, energia elétrica e petróleo, entre outros. Guedes destacou que as mudanças iniciadas com a Reforma da Previdência avançaram e que, recentemente, foi aprovado o Novo Marco Fiscal, o projeto de autonomia do Banco Central e de privatização dos Correios e da Eletrobrás, e que a agenda de reformas segue avançando, com apoio do Congresso Nacional.

Durante a entrevista, com o tema “Os desafios do futuro do Brasil”, o ministro apontou que o principal desafio imediato – que já está sendo executado pelo governo – é aceleração da vacinação em massa de toda a população contra a Covid-19, o que permitirá o retorno seguro ao trabalho e, consequentemente, a plena retomada do vigor da economia. Guedes reforçou que é prioridade do governo vacinar o máximo de pessoas nos próximos seis meses. Ao destacar essa medida de cuidado com a saúde da população, ressaltou que o Brasil tem mais de 200 milhões de habitantes, ou seja, possui uma dimensão que torna o país um importante mercado para novos investimentos privados.

As oportunidades de investimento em saneamento foram destacadas por Guedes. Ele lembrou que 100 milhões de brasileiros não são atendidos por redes de esgoto e que 35 milhões não têm acesso à água potável. Esse setor, portanto, é uma das grandes fronteiras de novos negócios, segundo o ministro. Guedes afirmou, ainda, que a tradição da Espanha em investir no Brasil tem grande possibilidade de ser ampliada. “Que a Espanha venha, será muito bem-vinda aqui”, afirmou, ao lembrar dos recentes avanços nos processos de privatização dos Correios e da Eletrobrás.

O ministro enfatizou que o atual governo está combatendo “uma combinação perversa de políticas macroeconômicas”, verificadas por décadas. “O descontrole dos gastos públicos nos últimos 40 anos acabou com o dinamismo da economia”, disse, ao explicar que foi deixado para o passado o cenário de descuido com a política fiscal.

Os espanhóis são importantes parceiros em negócios com o Brasil. A Espanha foi responsável por US$ 1,697 bilhão de ingresso líquido em investimentos estrangeiros no Brasil (participação no capital) em 2020, de acordo com os dados do Banco Central. A corrente de comércio entre o Brasil e a Espanha foi de US$ 832 milhões somente nos dois primeiros meses deste ano, conforme a “Balança Comercial Consolidada e Séries Históricas”, do Ministério da Economia.

Recuperação

O Brasil já provou capacidade de recuperação diante dos impactos da pandemia do novo coronavírus, disse Guedes, ao citar que a retração do Produto Interno Bruto (PIB) em 4,1% no ano passado contrariou projeções pessimistas, que chegaram a apontar para queda de até 9%. Com tal resultado, o país registrou desempenho melhor que países desenvolvidos como Japão, Itália, Alemanha e Inglaterra.

Conforme declarou o ministro, os bons resultados refletem um conjunto de ações adotadas pelo atual governo, que incluem o avanço da agenda liberal, o reforço da responsabilidade fiscal, as reformas, os novos marcos regulatórios e a adoção de rápidas medidas para contornar os impactos da pandemia – com destaque para o Auxílio Emergencial e o Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda (BEm).

O ministro explicou que o Auxílio Emergencial – que voltará a ser pago – assegurou o repasse direto de recursos a mais de 60 milhões de brasileiros que ficaram em situação de vulnerabilidade devido aos impactos econômicos da pandemia. Ressaltou que o BEm preservou 11 milhões de empregos formais – um terço de todo o mercado formal privado do país – ao permitir a redução de jornada e de salários, com compensações pagas diretamente pelo governo ao trabalhador. O conjunto de medidas adotadas pelo governo possibilitou que o Brasil encerrasse 2021 com saldo positivo de 142 novos empregos formais, ao contrário de outros países, que perderam postos de trabalho diante dos impactos da pandemia.

Guedes esclareceu que a atividade econômica está retornando aos níveis registrados antes da chegada da Covid-19 e que, para enfrentar os impactos da persistência da pandemia, a estratégia é assegurar a vacinação em massa e acelerar a agenda de reformas. O ministro falou, ainda, da importância da recente aprovação do projeto de autonomia do Banco Central, explicando que essa medida evitará que elevações setoriais e transitórias de preços se transformem em altas permanentes. “O imposto inflacionário é o pior dos impostos, pois pesa principalmente sobre a população mais vulnerável”, concluiu o ministro da Economia, Paulo Guedes.

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