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Jornal Folha de Goiás – Nigéria luta para conter a disseminação dramática da febre mortal de Lassa

O surto de Lassa febre, um primo de muito temido Ebola, tomou a Nigéria de surpresa.

A Nigéria está lutando em duas frentes contra um surto sem precedentes de febre de Lassa, um primo de Ebola, que já matou 110 pessoas este ano.

Mesmo quando os médicos estão lutando para conter a ameaça, os cães de saúde estão lutando para entender por que o vírus mortal se espalhou de forma tão dramática.

O Centro Nigéria de Controle de Doenças (NCDC) confirmou 353 casos Lassa desde 01 de janeiro, em comparação com 143 casos para todo o ano de 2017.

Mas os possíveis motivos para esse aumento são muitos, disse o diretor da NCDC, Chikwe Ihekweazu.

“Quanto mais difícil você parece, mais você encontra”, disse ele, citando uma mudança no ambiente do vírus, mutação viral – e melhor notificação de casos pelo público em resposta a campanhas de conscientização.

A febre de Lassa é uma doença hemorrágica viral aguda que pode ser transmitida a seres humanos a partir de fezes infectadas de urina ou urina.

Como o notório Ebola – mas, felizmente, um pouco menos contagioso – também pode ser transmitido de uma pessoa para outra através do contato com fluidos corporais infectados.

O equipamento de proteção integral para pessoal médico é vital e o isolamento é essencial.

– Instalações ultrapassadas –

Uma visita à enfermaria de isolamento da febre de Lassa no Hospital de Ensino de Especialistas de Irrua no Estado do Sul de Edo – a única unidade desse tipo em um país de 190 milhões de pessoas – fornece um instantâneo das dificuldades práticas de enfrentar o perigo.

Antes de a unidade ter sido construída em 2008, as amostras de sangue suspeitas foram enviadas à África do Sul para um diagnóstico preciso, mas quando os resultados voltaram, já era tarde demais, dizem os médicos.

Apesar de seu status único, a instalação da Lassa, composta por uma dúzia de funcionários nigerianos e um punhado de especialistas europeus em medicina tropical, está lutando.

Em tempos normais, trata apenas algumas dúzias de pacientes por ano. Mas desde o início de 2018, a unidade já admitiu mais de 150.

“Agora temos apenas menos de 30 pacientes”, disse o diretor Ephraim Ogbaini-Emovon. “Nós nunca gravamos isso (em anos anteriores). As instalações estão sobrecarregadas”.

Ratos mortos em frascos de formaldeído decoravam os corredores da pequena clínica. Dentro da sala de isolamento, a temperatura era sufocante acima de 40 ° C (104 ° F).

Kevin Ousman, especialista em combater riscos virais na Organização Mundial de Saúde (OMS), passa seus dias lembrando as pessoas de proteção básica.

“Mude suas luvas!” Ousmane ordena. “Arraste esta água! Não coloque esta bolsa no chão”.

Na frente do hospital, luvas cirúrgicas e seringas derramam as caixas de lixo na grama.

“Dada a situação em que vivemos aqui, vamos direto ao básico”, disse Ousmane à AFP enquanto os médicos vêm e vão vestidos da cabeça aos pés em roupas protetoras.

– Cuidados familiares –

Uma visão impressionante é a dos parentes que tentam cuidar de seus entes queridos. Muitos vêm usando apenas flip-flops e uma simples facemask quando visitam um paciente na ala de isolamento.

“É uma tradição na África para as famílias cuidar de seus doentes”, observa um funcionário da OMS. “Mas temos que pôr fim a isso, é muito arriscado”.

Wilson Oherein tinha ouvido apenas vagamente a febre de Lassa antes de sua esposa contrair a doença, morrer disso há alguns dias.

Sua filha de três anos também estava contaminada pela febre de Lassa e ela estava sendo atendida na enfermaria de isolamento em Irrua.

Oherein geralmente passa seus dias na cabeceira da filha e a alimenta. Ele também tira as roupas sujas e as lava em um balde. Mas esta tarde, ele está descansando em um edifício meio acabado atrás do hospital, com outros familiares de pacientes.

Ele está deitado, exausto, sobre uma esteira no chão. “Eu vou ficar bem”, ele tenta convencer-se, sua testa franzida de suor. “Estou ansioso por minha filha e pelo luto de minha esposa. Isso me derruba”.

Jornal Folha de Goiás – Nigéria luta para conter a disseminação dramática da febre mortal de Lassa
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# Magalhães

Magalhães é editor chefe e colunista.

Um comentário

  1. Fico imaginando o sofrimento dessas pessoas. Um povo que já passa por uma série de dificuldades, ainda ter que enfrentar um surto mortal que pode tirar milhares de vidas inocentes. Oramos para que essa situação seja controlada o mais rápido possível.

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