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Jornal Folha de Goiás – Tribunal da UE defende restrições sobre pesticidas que matam abelhas

Ativistas realizaram protestos exigindo a proibição de pesticidas, acusados ​​de matar abelhas.

Um tribunal da União Europeia confirmou na quinta-feira a proibição de três inseticidas, acusados ​​de matar populações de abelhas, rejeitando casos trazidos pelos gigantes da indústria química Bayer e Syngenta.

A decisão envolve uma proibição parcial da União Européia a partir de 2013, mas o bloco tomou medidas mais drásticas depois que um importante relatório da agência de segurança alimentar européia teve como alvo os produtos químicos.

“O Tribunal Geral confirma a validade das restrições introduzidas a nível da UE em 2013 contra os insecticidas clotianidina, tiametoxame e imidaclopride devido aos riscos que essas substâncias representam para as abelhas”, afirmou uma declaração.

“Dada a existência de novos estudos … a Comissão estava plenamente autorizada a achar que era apropriado rever a aprovação das substâncias em questão”, afirmou.

As abelhas ajudam a polinizar 90% das principais culturas do mundo, mas nos últimos anos estão morrendo de “desordem do colapso das colmeias”, um misterioso flagelo atribuído em parte aos pesticidas.

Os pesticidas – clotianidina, imidaclopride e tiametoxam – são baseados na estrutura química da nicotina e atacam o sistema nervoso das pragas de insetos.

Estudos anteriores descobriram que os neonicotinóides podem causar desorientação das abelhas, de tal modo que não conseguem encontrar o caminho de volta à colmeia e diminuem sua resistência a doenças.

Os medos vêm crescendo globalmente nos últimos anos em relação à saúde das abelhas.

Os pesticidas foram responsabilizados como causa do distúrbio do colapso das colônias, juntamente com ácaros, pesticidas, vírus e fungos, ou alguma combinação desses fatores.

No mês passado, os países da UE votaram pela proibição total do uso dos três pesticidas neonicotinóides nos campos, o que significa que eles só podem ser usados ​​em estufas fechadas.

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