Goiás prepara cidades para campanha de vacinação contra dengue

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Com a meta de abranger 134 localidades, o estado de Goiás receberá vacinas para combater a dengue. O início da campanha está previsto para fevereiro de 2024.

Selecionado pelo Ministério da Saúde, Goiás figura entre os primeiros estados a distribuir a vacina contra dengue, com 134 municípios de nove regiões considerados prioritários para o recebimento das doses. O Brasil será pioneiro na inclusão da vacina contra a dengue em seu sistema público de saúde, focando inicialmente no público de 10 a 14 anos.

Conforme Joice Dorneles, gerente de Imunização da Secretaria de Estado da Saúde (SES), há um planejamento para iniciar a vacinação nos municípios a partir de fevereiro, envolvendo capacitação dos profissionais sobre as especificações técnicas e aplicação da vacina, aguardando ainda a confirmação do volume de doses a serem fornecidas.

A seleção dos municípios considerou aqueles com população superior a 100 mil habitantes, alta incidência de dengue, maior número de casos registrados entre 2023 e 2024, e a prevalência do sorotipo 2 da doença. Até o momento, Goiás reportou 13.619 casos de dengue e um óbito. Comparando as primeiras semanas de 2023 e 2024, observa-se um aumento de 60% nas notificações.

Dorneles ressalta a importância da vacinação como parte das estratégias de prevenção à dengue, que deve ser complementada por outras ações de combate ao Aedes aegypti. A responsabilidade da população na prevenção também foi enfatizada.

A vacina Qdenga, que requer duas doses com intervalo de três meses, oferece proteção contra os quatro sorotipos da dengue. Antes de ser liberada, a vacina passa por rigorosos processos burocráticos e laboratoriais, garantindo sua segurança para aplicação em massa, conforme processos validados pelo Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde e pela Anvisa.

Adicionalmente, o governador Ronaldo Caiado anunciou na sexta-feira (26/01) a expansão dos Gabinetes Contra a Dengue para os 246 municípios do estado, uma estratégia que permite às prefeituras voluntariamente monitorar a doença e as medidas de controle, assistência e regulação, promovendo o intercâmbio de informações entre o estado e os municípios 24 horas por dia.

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