Jornal Folha de Goiás – Brasil encerra 2020 com saldo positivo na geração de empregos formais

Melhor dezembro desde 1995, em função da sazonalidade o mês sempre tem mais demissões que contratações

O resultado de -67.906 vagas no saldo de empregos de dezembro de 2020 do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged) é mais um indício da recuperação acima das expectativas da economia brasileira. Isso porque o saldo do mês, devido à sazonalidade, é tradicionalmente negativo, muito superior, por exemplo, ao encontrado no mês de dezembro em outros anos. Em dezembro de 2019, por exemplo, foram fechadas 307.311 vagas. Trata-se do melhor saldo desde 1995.

Para o ano de 2020 foram gerados 142.690 empregos. O resultado positivo se deu apesar do lockdown de estados e municípios. A partir de julho, ocorreu retomada acentuada e recordes seguidos de geração de emprego formal, sendo o mês de novembro o melhor saldo informado pelas empresas para um único mês.

Em dezembro, o Brasil teve 1.239.280 admissões e 1.307.186 desligamentos.

Confira a apresentação Estatísticas Mensais do Emprego Formal – Novo Caged

 Acesse o Painel de Informações do Novo Caged

De janeiro a dezembro de 2020 foram 15.166.221 admissões e de 15.023.531 desligamentos (com ajustes até dezembro de 2020). O estoque de empregos formais no país chegou a 38.952.313 vínculos.

A coletiva pode ser acessada no canal da Secretaria de Trabalho no YouTube

Setores

No acumulado do ano, apenas o setor de Serviços teve saldo negativo, com -132.584. A Construção (+112.174) e a Indústria (+95.588) lideram o ranking. Já no mês de dezembro, o Comércio foi a única atividade com saldo positivo (+62.599).

 Regiões

Das cinco regiões do país, quatro tiveram saldo positivo no acumulado do ano. Apenas o Sudeste perdeu vagas (-88.785), puxado pelo Rio de Janeiro que, sozinho, fechou 127.155, enquanto Minas Gerais criou 32.717. No Norte, o destaque é para o Pará, com 32.789, mais da metade dos 62.265 empregos formais gerados na região.

No Nordeste, o Maranhão, com 19.753, e o Ceará, com 18.546, puxaram o saldo positivo de 34.689. No Sul, que teve 85.500 vínculos a mais, Paraná e Santa Catarina geraram 52.670 e 53.050, respectivamente. Já o Centro-Oeste teve Goiás como o principal criador de vagas, com 26.258 das 51.048 da região.

Modernização trabalhista

A modernização trabalhista teve papel importante na geração de empregos de 2020. Foram 182.767 admissões e 109.603 desligamentos na modalidade de trabalho intermitente, gerando saldo de 73.164 empregos, envolvendo 17.949 estabelecimentos contratantes. Um total de 7.426 empregados celebrou mais de um contrato na condição de trabalhador intermitente.

Já a jornada em regime de tempo parcial teve saldo negativo de 13.143 postos de trabalho no ano, resultado de 163.060 admissões e 176.203 desligamentos. No período, a movimentação envolveu 42.448 estabelecimentos contratantes e 2.382 empregados celebraram mais de um contrato em regime de tempo parcial.

 Salário

Para o conjunto do território nacional, o salário médio de admissão em dezembro foi de R$1.735,39. Comparado ao mês anterior, houve aumento real de R$ 26,45 no salário médio de admissão, uma variação de +1,55%.

Benefício Emergencial

Os resultados mostram que o Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda tem sido bem-sucedido em evitar demissões, em um ano tão atípico de enfrentamento de uma grave pandemia. Trata-se de um pagamento de benefício mensal a trabalhadores que tiveram o contrato de trabalho suspenso ou a jornada e o salário reduzidos.

Dados atualizados até 31  de dezembro mostram que o Benefício Emergencial de Preservação da Renda e do Emprego (BEm) permitiu  20.119.302 acordos entre  9.849.115 empregados e  1.464.517 empregadores no Brasil.

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