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Jornal Folha de Goiás – Produtores rurais participam de curso de tratorista no PAD-DF

Parceria entre Emater-DF, Seagri e Senar oferece oportunidade para a geração de emprego e renda

Resultado de um trabalho conjunto envolvendo a Emater-DF, Senar-DF e Secretaria de Agricultura (Seagri) com o objetivo de formar mão de obra para o trabalho agrícola, um grupo formado por 16 homens, mulheres e jovens da área rural estão realizando nesta semana o curso técnico em tratorista e implementos, no Sítio Felicità, localizado no Núcleo Rural PAD-DF, região administrativa do Paranoá.

Coordenada pela Emater-DF, a capacitação, que se encerra nesta sexta-feira (12), tem a duração de 40 horas e ensina os alunos questões de segurança e saúde do operador, uso dos equipamentos de proteção individual (EPI), manutenção preventiva do trator, além da periódica necessária para 10, 50, 100, 200, 500, 750 e 1.000 horas de trabalho, além disso, ensina a operacionalização, como ligar e a acoplagem de implementos.

O instrutor em mecanização agrícola e treinamento em tratorista agrícola pelo Senar, Carlos Arman Pietrani, explicou que, diferentemente dos carros de passeio, cuja manutenção é feita por quilômetro rodado, os tratores recebem esse cuidado por hora trabalhada.

“A parte operacional, ou seja, dirigir um trator é relativamente fácil, pois a máquina não tem velocidade, sendo que o mais importante hoje na parte operacional é a questão da manutenção, que é tão importante como as técnicas de manobra da máquina no campo. Assim, mostramos pros alunos toda a gama de manutenção que o trator exige”, disse o instrutor do curso.

Esta é segunda edição do curso em 2023, que só pode ser viabilizado por meio de uma parceria entre a Secretaria de Agricultura, que empresta o trator e os implementos agrícolas. Ao Senar, cabe toda a parte pedagógica e o escritório local da Emater-DF no PAD-DF faz a mobilização do público, que fez a demanda.

A extensionista rural da Emater-DF Yokowama Odaguiri Cabral relatou que um dos cursos de tratorista realizado foi voltado apenas para mulheres, pois certa vez, um produtor que trabalhava apenas de tratorista adoeceu e no período em que ficou parado a família ficou sem renda e sem comida em casa.

“Se a mulher soubesse operar trator, a família não teria ficado em situação de vulnerabilidade. A qualificação representa vaga no mercado de trabalho e ajuda o empregador a saber quantas horas efetivamente tem que pagar, uma vez que a hora devida ao operador é a hora do trator. Vale ressaltar ainda que essa hora gira em torno de R$ 250. Assim, se um trabalhador operar quatro horas de trator vai receber R$ 1.000 ao final de um dia, por exemplo”, falou a extensionista.

A proprietária do Sítio Felicità, onde está sendo realizado o curso, Patrícia Gonzales da Silveira Coelho, mora no local há três anos e, desde então, a família se dedica à produção de silo da cultivar BRS Capiaçu, que vende já armazenado em saco de 25 quilos com inoculante e fubá de milho para alimentar bovinos de corte e leite e equinos. Segundo a produtora, é uma grande oportunidade, pois todo conhecimento é importante para que auxilie a orientar um funcionário.

“A maioria dos alunos desta turma está aprendendo para poder trabalhar com a máquina. Estou achando muito interessante e de muito proveito. Do que vi até agora, gostei muito da parte da segurança, dos equipamentos de proteção e os cuidados que temos de ter com a máquina, que é muito grande”, avaliou Patrícia.

Outra aluna do curso de tratorista, Carla Abreu da Silva, é trabalhadora rural e gosta da atividade rural. Seu sonho é adquirir sua propriedade para cultivar seu próprio alimento e, por essa razão, se inscreveu na qualificação.

“Quero trabalhar, entender, saber ligar um trator, fazer os manuseios certos, consertar e até auxiliar se tiver uma pessoa para fazer o serviço para mim. E já aprendi muito da parte teórica, o professor é atencioso, explica muito bem e estou ansiosa para botar a mão na massa, pois quero sair daqui uma tratorista formada”, declarou.

De acordo com o instrutor Carlos Pietrani, a média salarial inicial de um tratorista gira em torno de R$ 1.800 a R$ 2.000, sendo que um tratorista experiente pode receber entre R$ 6 mil e R$ 7 mil por mês. No entanto, ele ressalta que os custos de aquisição e manutenção de um trator são muito altos. “O preço de um novo é em torno de R$ 250 mil a depender do modelo. Cada pneu, R$ 25 mil. Portanto, quem pretende investir na área deve se planejar e fazer um fundo de caixa”, informou.

“Ter a qualificação em trator e nos implementos gera uma perspectiva real e boa de trabalho. Duas trabalhadoras rurais da região conseguiram emprego com carteira assinada após fazerem esse curso. Além disso, tem outros dois jovens que se capacitaram na primeira turma deste ano, já receberam proposta e estão aguardando o chamado para a contratação”, finalizou Yokowama.

Aqueles que desejam se inscrever nas próximas turmas ou planejam adquirir suas máquinas, podem se dirigir até o escritório local da Emater-DF mais próximo da residência e receberem toda orientação dos técnicos da empresa.

 

 

Fonte: Agencia Brasilia.

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