Ministro do trabalho desafia empresas a aumentar salários em face do lucro crescente

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São Paulo, 11 de Dezembro – Em uma declaração contundente nesta segunda-feira, o Ministro do Trabalho, Luiz Marinho, exortou as empresas brasileiras a elevarem os salários dos trabalhadores, alinhando-os mais estreitamente com os lucros corporativos. Durante o evento de lançamento do Pacto Nacional pela Inclusão Produtiva das Juventudes, Marinho destacou a disparidade entre a queda do desemprego e a persistência de salários baixos, com a maioria dos trabalhadores recebendo entre R$ 1,5 mil e R$ 1,7 mil.

“É crucial repensarmos a estrutura salarial no contexto da lucratividade empresarial”, afirmou Marinho, incentivando uma reflexão profunda sobre as práticas de remuneração no mercado de trabalho. Ele enfatizou a necessidade de um equilíbrio entre os ganhos corporativos e a oferta de salários dignos.

O Pacto, uma colaboração entre o Unicef, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) e o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), propõe uma série de medidas para a inclusão produtiva dos jovens, envolvendo governos, empresas, sindicatos e o terceiro setor.

A redução da proporção de jovens na população brasileira é uma preocupação central destacada pelo Unicef. Atualmente, o país enfrenta um desafio demográfico, com indivíduos acima de 30 anos ultrapassando o número de jovens.

O MTE revela que somente 14% dos jovens brasileiros estão empregados em atividades técnicas qualificadas. A maioria ocupa posições menos especializadas, e uma porcentagem significativa de mulheres (51%) e jovens negros (56%) trabalha na informalidade.

Marcos Barão, presidente do Conselho Nacional da Juventude, ressaltou a urgência de abordar essas questões. “Enfrentamos um futuro preocupante, onde o Brasil envelhece sem prosperar, resultando em pobreza e violência”, alertou. Ele enfatizou a necessidade de ações concretas para transformar a realidade atual.

Barão também destacou que a inclusão juvenil vai além da capacitação profissional, envolvendo questões de dignidade no trabalho, educação, cidadania, saúde mental e outros desafios complexos que exigem soluções integradas e cooperação entre diversos setores.

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