Nova política industrial recebe elogios de entidades da indústria

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Lançado na segunda-feira, o programa “Nova Indústria Brasil” foi amplamente aplaudido pelas principais entidades representativas do setor industrial hoje, dia 23. Representantes de diversos segmentos industriais elogiaram o plano, classificando-o como moderno e positivo, especialmente em um momento em que várias economias desenvolvidas estão reintroduzindo políticas industriais.

Em comunicado oficial, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) expressou seu apreço pela definição de metas e prioridades para cada uma das seis missões delineadas no plano. A entidade ressaltou que o programa anunciado na segunda-feira segue os moldes de um plano anterior apresentado por ela mesma ao governo no ano anterior.

O vice-presidente da CNI, Léo de Castro, enfatizou a importância de fornecer à indústria brasileira ferramentas modernas, semelhantes às que impulsionam as indústrias das nações líderes. Ele destacou a necessidade de recentralizar a indústria na estratégia de desenvolvimento, a fim de recuperar taxas de crescimento mais elevadas e seguir um caminho congruente com as práticas das nações desenvolvidas.

A Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) também aplaudiu a nova política industrial, considerando-a um reconhecimento por parte do governo da importância crucial da indústria para o progresso do país. A Fiesp enfatizou a necessidade de uma indústria de transformação forte, inovadora, sustentável e competitiva, como parte fundamental para a transição do Brasil de uma economia de renda média para um país desenvolvido.

A Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) elogiou o programa, mas destacou a importância de manter o equilíbrio fiscal para evitar impactos negativos nas contas públicas e potenciais aumentos nas taxas de juros no médio prazo. A entidade enfatizou a necessidade de que as ações propostas estejam alinhadas à sustentabilidade fiscal.

Outras entidades, como a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), também saudaram a nova política industrial, destacando que ela oferece previsibilidade para o setor automotivo continuar investindo e gerando empregos. A Anfavea elogiou a ênfase na sustentabilidade, especialmente no que se refere à redução das emissões de carbono e ao estímulo à produção de veículos mais seguros e ecológicos.

A Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma), representante do setor farmacêutico, solicitou a aprovação de um projeto de lei em tramitação no Congresso desde 2022, que reduziria o prazo para a liberação de patentes de 6,9 para 2 anos. A Interfarma argumentou que um sistema de propriedade intelectual mais robusto, alinhado com tratados internacionais, impulsionaria os investimentos em inovação na área de saúde.

Durante a apresentação da nova política industrial, o vice-presidente Geraldo Alckmin destacou que a aprovação desse projeto é uma das prioridades do programa para estimular a indústria nacional de saúde.

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